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One-The confusion

Um barulho repetitivo apitava próximo aos meus ouvidos, me deixando irritada. A preguiça e um cansaço desconhecido me faziam suporta-lo ao invés de para-lo. Somente abri os olhos quando senti algumas coisas presas ao meu braço direito e fiz questão de chegar ao esquerdo, que igualmente estava "preso". Dada pela minha curiosidade eu abri os olhos bem devagar, tentando reconhecer o ambiente em que eu me encontrava. Inclinei minha cabeça e dei falta de alguma coisa na minha barriga. MEU BEBÊ!

-Meu bebê! Cadê meu bebê? - Tateei a minha barriga desesperada.

Quando uma enfermeira entra no quarto caminhando rapidamente ate mim e pondo suas mãos sobre as minhas. Tentando me reconfortar, oque não aconteceu de fato.
-Cuidado querida.
-Cadê ele? Ou ela? Meu bebê está vivo? - Choraminguei com a garganta seca.
-Ele está bem - Soltei um suspiro pesado - Ele está bem - Concluiu sorrindo.
-Eu quero vê-lo, ou vê-la seja oque for - Mexi as mãos apressadamente.
-Eu vou ver oque posso fazer - Puxei a gola do seu uniforme e a trouxe bem próxima a mim.
-Oque você pode fazer é trazer meu bebê agora! É isso que pode fazer - Cerrei os olhos.
-Certo - Disse por fim e soltou minhas mãos sobre ela e saiu do quarto e voltou em um instante com meu bebê em algum tipo de berço ambulante. Ela o pegou e o colocou em meus braços e o ficou cercando com as mãos como se eu fosse o derrubar a qualquer instante.
-Meu lindo, que engraçadinho você, vou te chamar de Cookie - Sorri -Sai daqui tá? Eu sei oque eu estou fazendo! -

A enfermeira somente concordou e eu não á vi mais.
Direcionei meus olhos ao meu bebê e sorri. - A mamãe mentiu pra enfermeira, eu não sei oque estou fazendo. - Fiquei o observando carinhosamente, o segurando somente com uma mão e o acariciando com a outra. Puxei o cobertor que o envolvia. - Amor, duas pernas, dois braços, mãos, pés... Um, dois, três, quatro, cinco, seis, sete, oito, nove, dez, onze. ONZE? Não, não, não... Dez dedinhos, dez lindos dedinhos! - Bati um no outro delicadamente, e subi meus dedos ate a fraldinha de pano, a puxando para saber o sexo do meu bebê- Ahh você é um menino! Tome cuidado com isso eih Cookie, pode causar um estrago danado- O beijei e o abracei só me dando conta da decoração do quarto em que eu estava.

Em ambos os lados da cama haviam aparelhos que estão ligados a mim. Mas minha frente havia uma mesa com uma cesta e alguns balões de boas-vindas, duas poltronas em cada lado e quadro posicionado acima da mesa. A cor do quarto era de uma azul água e a luz que refletia da janela deixava a cor ainda mais bonita.

Enquanto eu acariciava os pés do Cookie eu parei para observar a identificação que está presa ao seu pé, com o nome “Bebê menino Parker".
-Oh merda! Trouxeram-me o bebê errado! - Apertei um botão ao lado da cama, que eu creio que seja pra chamar alguém - Enfermeira! Moça! Você me trouxe pro meu quarto o bebê errado! -Que pena, ele é uma gracinha- Moça! Alguém, vocês me trouxeram o bebê errado. - Apertei mais uma vez o botão, quando eu observo também uma identificação em meu pulso “Elizabeth Winterbird”. Oque é isso? Eu tento tira-la e acabo encontrando o anel de Elizabeth em meu dedo anelar.
-Senhorita Winterbird? - Um médico adentra o quarto.
-Como? - Desvio o olhar do anel e o encaro.
-Só vim ver como está passando - Se aproximou perto dos aparelhos
. -Olha, olha... Vocês fizeram uma confusão danada- Entreguei o bebê para a enfermeira que estava prontamente ao lado do médico.
-Não seria a primeira vez, você se lembra do acidente?
-Como não se lembrar de um acidente de trem? Eu estava no acidente! - Ele pegou uma ficha e começou a examina-la - Há quantos dias estou aqui?
-Você deu entrada á oito dias, mas entrou e saiu de coma algumas vezes.

Minha boca havia aberto em plena surpresa. Oito dias! É muito tempo, como eles não notaram que não era eu em oito dias!
-Caralho - Soltei um palavrão depois de tanto tempo usando meus bons modos- Onde eu estou?
-Hospital Sanit Peace, em Connecticut.
-Tinha outra moça grávida no trem, tinha! - Segurei nos braços do médico, e ele fez o mesmo comigo, como uma forma de me estabilizar.
-Você á conhecia? - Perguntou me encarando seriamente.
-Conhecia? Ai meu deus! - Me soltei dele e deixe cair minha cabeça no travesseiro. Em menos de um minuto voltei para a posição em que eu me encontrava- Ela não está morta, está?
-Senhorita Winterbird...
-Pare de me chamar assim! - Ele me segura pelos ombros e me vira calmamente de frente para a enfermeira que está com uma agulha em mãos.
-Oque é isso? Meu deus! Que porcaria é essa?
-Nada, apenas algo para fazê-la relaxar senhorita Winterbird - A enfermeira injetou a agulha em algum dos vários tubos presos a mim.
-Eu não preciso disso! Eu preciso sair daqui, preciso concertar essa confusão... Ahh - Senti uma sensação maravilhosa percorrer meu corpo. O médico soltou meus ombros e eu pude cair sobre o travesseiro macio, o médico estava saindo da sala - Aonde ele vai? Eu não sou eu... Ooh isso é legal, eu quero uma porção de fritas - Sorri e fechei os olhos apenas aproveitando a sensação boa que a injeção havia me causado.
-Sim - Ouvi a enfermeira dizer e sair da sala, me deixando em completo silencio.
-Como são lindinhos! Todos combinando - A moça ao meu lado diz completamente encanta enquanto observa as crianças pelo vidro do berçário.
-O Doutor Hale deixou darmos um passeio - A mesma enfermeira de horas atrás estava com a mão em meu ombro sorrindo.
-Tem algo que eu preciso dizer - Caminhei ao seu lado com o meu suporte com soro junto a mim.
-Querida vai estragar nosso dia? Pensei que teríamos um ótimo dia hoje.
-Será bom, será bom. Eu sei que pareci um pouco maa da outra vez, e você não quis me ouvir, mas eu vou manter a calma quando eu te contar que está havendo uma GRANDE confusão! - Parei bruscamente com meu suporte para soro.
-Serio?
-Sim! Eu preciso falar com Henri - Vi uma confusão na cara da enfermeira- Oh não! Não me diga que Henri também morreu? - Fiquei andando em zingue-zangue, e quando volto de encontro à moça ela já está com outra daquelas agulhas em mãos.

O telefone do quarto tocou e eu levantei rapidamente da cama, pegando meu colar em cima da mesa e uma mala feita que estivesse em um tipo de armário e guardei novamente quando vi que a enfermeira falava comigo enquanto caminhava ate o quarto. Pulei na cama e me cobri.

-Não vai atender? - Se pôs ao lado dele.
-Ah, então é isso - Ri - Pensei que fosse um sino em meus ouvidos! - Foi à vez de a enfermeira rir. Ela colocou a mão sobre o gancho do telefone e eu também, mas com mais força eu puxei e atendi.
-Alo?
-Aqui é a Senhora Winterbird - Diz uma voz serena.
-Como?
-A mãe do Henri, você é a Elizabeth?
-Ah meu deus, eu me sinto tão mal com isso - Exclamei.
-Eu sei, todos sentiram.
-Sim, não... Como é difícil - Bati com a mão na testa.
-Eu gostaria de visita-la antes, mas os médicos disseram que não podia viajar, estou surpresa que ainda permaneça na cama.
- Olha... – Suspirei
-Eu sei que não tem família aqui e eu gostaria que você morasse aqui na mansão comigo... - A interrompi.
-É muito gentil da sua parte, mas...
-Mas oque? Eu sou sua sogra, além disso, é meu neto que está aí.
- Na verdade não- Ela me ignorou.
-Eu já mandei o motorista ir busca-la.
-Não, não, não - Exclamei desesperada - Não podia ter feito isso!

E ela desligou.

Oque eu faço? Eu estou em um hospital que não me convém, em um quarto que não me pertence, com uma aliança que não é minha e um marido falecido que não é meu. E de bônus ganho uma sogra que quer que eu more com ela na sua MANSÃO! Uma mansão poxa! Isso é se meter em uma fria do tamanho das calotas polares. Não tinha como eu seguir com isso. Arrumei minhas "coisas" e segui com o Cookie em um braço e uma mala em uma mão caminhando para fora do quarto.

-Senhorita Winterbird? - Um homem alto, com um terno e uma voz ensaiada me para a caminho do final do corredor.
-Não, não sou eu - Sorri e continuei andando.
-Não é isso que diz a sua mala - Ele para ao meu lado, puxando uma pequena identificação nelas.
-Não acredite em tudo que lê! - Ele revira os olhos de forma debochada e pega a mala da minha mão, arrevessando o jardim do Hospital Saint Peace e seguimos rumo á um belo carro.
-Cacetada! Que lindo - Comentei surpresa, enquanto o motorista guardava as coisas no carro.
- Ele é um... - Eu prestei atenção no que ele estava falando ate ele me cutucar.
-Sim - Me virei para encara-lo. Ele pegou o Cookie dos meus braços e o colocou na transportadora.
-Olha, eu preciso lhe explicar uma coisa - Comentei.
-Senhorita Winterbird, não precisa me explicar nada, sou apenas pago - Ele fechou o cinto do Cookie e saiu da parte de trás do carro. - Se estiver que explicar algo, explique para a Senhora Winterbird.

Ele me deixou entrar e fechou a porta, enquanto seguíamos rumo à mansão dos Winterbird. Passamos por campinhos floridos, por Boston e por outros lugares que eu não faço a menor ideia, a não ser de que estava demorando demais.

-Eu sou como imaginava? -Perguntei ao motorista.
-Na verdade, não. Eu a imaginava loira, alta, elegante, era o tipo do Henri.
-Vai ver ele enjoou desse tipo - Falei meio amarga. - Então ele nunca mandou fotos minhas?
-Você conhece o Henri, nunca gostou de fotos - Soltou uma risadinha. - Sem grandes responsabilidades, que deus o tenha.
- É - suspirei.

Paramos em meio a um portão imenso enquanto o motorista falava com alguém pelo interfone, que o fez abrir o portão. Passamos por um jardim maior que o meu quarteirão inteiro! E paramos em frente á uma mansão linda, com várias torres baixas, me lembrando um pequeno castelo. Passei o caminho todo em um monologo de que não deveria estar ai, que era errado e que eu voltaria para casa assim que possível. Após sair do carro continuei a insistir a essa ideia para o motorista que não me deu ouvidos. Adentramos pela residência e me pus novamente à frente do motorista.

- Isso é um engano, eu vou ir para casa!
-Não, acho que não - Uma voz soou atrás de mim.


N/A:Hello,anjinhos!Eu não atualizei rapidamente, porque eu consegui simplismente esquecer como se faz o script de uma Fic hahaha e porque eu não sabia se tinha eu tinha leitoras fantasmas ou se não tinha leitoras '-'.Enfim, espero que tenham gostado e ate o proximo capitulo :)